O Sincomércio repudia a recriação da CPMF

O Brasil tem hoje a maior carga tributária da história, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), que traz uma constatação alarmante: de 30 países pesquisados pela entidade, o Brasil é o que oferece o menor retorno dos impostos ao seu cidadão, e mesmo arrecadando tantos impostos o governo não consegue fechar as contas no azul, em virtude de uma gestão totalmente ineficiente em administrar seus recursos.

E agora, o governo quer que o Congresso aprove projeto que recria a CPMF. Certamente o Congresso rejeitará essa medida, pois a CPMF é um imposto perverso, cuja tributação ocorre nas várias fases da cadeia produtiva, desde a matéria-prima, passando pela industrialização, pelo comércio, até o consumo.

O país não tem uma política tributária que taxe o cidadão de acordo com sua capacidade de contribuir. Pior: tem uma política de arrecadação para fazer caixa, que é resultado da ineficiência do Estado em administrar seus recursos.

O empresário é sempre o prejudicado pela política tributária do governo, que só pensa em aumentar impostos para cobrir os rombos, e quem acaba pagando a conta é o consumidor. Aliás, o  Brasil, é o país com a maior quantidade de taxas e impostos diferentes do mundo.

Aumentar impostos neste cenário de desaceleração da economia, de recessão, de desemprego, queda da renda e do consumo está fora da realidade do país. Como o Governo pretende recuperar o crescimento da economia, aumentando impostos?! Aumentando os impostos o Governo estará elevando as dificuldades das empresas que estão passando por um período crítico. Vai  aumentar ainda mais as dificuldades de toda cadeia produtiva, do comércio e do consumo, vai promover a alta da inflação, da recessão e do desemprego. Aumentar impostos, sem o estimulo ao investimento, compromete a capacidade de crescimento e de recuperação de toda a economia.

O Sincomércio repudia a criação de mais impostos, e esperamos que os senhores parlamentares rejeitem a recriação da CPMF, o governo precisa cortas os seus gastos, gerir melhor suas contas e principalmente, evitar o desperdício e a corrupção.