Expectativas do rumo da economia no país


Expectativas do rumo da economia no país

      Em seus primeiros pronunciamentos o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles sugeriu medidas, cujas metas e prioridades será equilibrar as contas públicas e controlar o crescimento das despesas e da dívida do governo. Diminuir a indexação da economia brasileira, cortar subsídios improdutivos e realizar a reforma previdenciária com a finalidade de garantir a sustentabilidade do sistema. Consideramos essas medidas fundamentais para a retomada da confiança e, estão em linha com as expectativas da classe empresarial.  
      A modernização das leis trabalhistas, com objetivo de buscar aumento da produtividade do trabalho, foi outro aspecto positivo do pronunciamento. Para o Sincomércio, o crescimento da produtividade, é um fator determinante para a retomada dos investimentos e da geração de empregos, pode vir com a adoção de medidas que permitam ao empregador flexibilizar as relações de trabalho, com a regulamentação da terceirização e maior autonomia na negociação entre empresas e empregados. 
      A sinalização de que pode haver aumento da carga tributária, ainda que de forma transitória, foi o único aspecto negativo, não vemos qualquer folga na capacidade contributiva das empresas bem como das famílias brasileiras. Por outro lado, o novo Ministro da Fazenda reconheceu que a carga tributária brasileira é elevada e que precisa ser reduzida e simplificada para que haja maior incentivo ao consumo e aos investimentos e, assim, o País possa almejar taxas de crescimento mais elevadas e sustentáveis.
      Em seu primeiro discurso, o presidente em exercício, Michel Temer, destacou a necessidade de se restabelecer a confiança e o papel fundamental do setor privado na retomada da economia brasileira. Outra palavra de ordem foi eficiência, com redução de gastos e melhora da qualidade dos serviços públicos. Tais ações denotam sinalizações positivas, em razão de defendermos o princípio do livre mercado, em oposição ao excesso de intervenção do Estado na economia, que tende a gerar ineficiência e privilégios a grupos específicos.
       Assim, mantemos o tom de otimismo diante das primeiras manifestações do novo governo, que parece compreender a gravidade da crise, ter dimensão do desafio e entender os principais problemas que devem ser enfrentados. A mudança na visão do papel do Estado (que deve diminuir de tamanho e reduzir sua intervenção na economia) também é um aspecto bastante positivo.
      Já é notável uma reversão de expectativas, para melhor, entre os empresários diante da estabilidade política e da aparente retomada da governabilidade. Na medida em que propostas que viabilizem uma melhora da trajetória da dívida e o aumento da produtividade sejam anunciadas, assim como medidas para incentivar concessões e investimentos em infraestrutura, a confiança deve crescer, o consumo será estimulado e será aberto mais espaço para a retomada do crescimento das vendas do comércio e da economia brasileira.
 
Gener Silva
Presidente do Sincomércio de Araçatuba e Região
Vice-Presidente da Fecomércio-SP